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Produto, mercadoria e bem sempre se equivalem para sua classificação tarifária. Nos conceitos de Economia e de Direito se distingue mercadoria de bem, porque “mercadoria” é móvel tem utilidade econômica , resultante do trabalho direto, ou indireto do homem, pode ser permutada, contada, pesada ou medida e “bem”, não.

À Classificação de Mercadorias só interessa o que pode ser “classificado”, sejam os bens de natureza física e tangível ou mercadorias. O foco é o objeto a ser classificado e deve ser tratado pelo que é e não por ser móvel. Os bens “intangíveis” são classificados nos Serviços e seguem regras próprias.

Cesar Olivier Dalston, Chefe da Divisão de Nomenclatura, Classificação Fiscal e Origem de Mercadorias comprova, em seu livro “Classificando Mercadorias”, edição de 2008, que a “classificação de mercadorias é uma ciência factual social, cujo objetivo é inserir, corretamente, um objeto merceológico específico, conhecido de antemão através da Merceologia, numa nomenclatura de mercadorias”.

Nessa definição, a Classificação de Mercadorias é tomada como ciência, visto que tem princípios próprios, se sujeita ao método científico, possui um conjunto de técnicas particulares que a auxiliam na classificação correta do objeto merceológico plenamente conhecido, cujo domínio é delimitado pela produção primária e secundária.

Ou seja, seriedade é o mínimo que devemos ter ao definirmos a classificação de um produto, uma vez que o objeto a ser classificado depende de uma investigação que visa conhecê-lo para ser corretamente avaliado.